quarta-feira, 8 de julho de 2009

Importância dos Meios de Comunicação

A escrita foi, durante muito tempo, a principal tecnologia intelectual de armazenamento e divulgação das ideias, mas, ainda não satisfeito, o homem continuou a sonhar com outras formas de comunicação que o aproximassem mais facilmente de outras culturas e divulgassem o saber produzido com maior rapidez e amplitude. O homem procurava conquistar um meio mais rápido de comunicação, e dedicou-se a aperfeiçoar os meios de que dispunha para diminuir a barreira da distância e do tempo, solucionar o problema da velocidade, pois somente após horas, dias, semanas é que a mensagem escrita no papel chegava às mãos do destinatário.
Um novo marco na história das comunicações estabeleceu-se com a invenção do rádio. Este tinha possibilidades de alcance muito maiores e chegava mais rapidamente que qualquer outra media, principalmente em áreas cujo público letrado era bastante reduzido. O rádio, explorando a oralidade e a ideia da transmissão ao vivo, entrou facilmente nos lares. Como sua forma de transmissão e recepção necessitava apenas de uma estação emissora e aparelhos de recebimento, a mensagem podia chegar facilmente às pessoas, inicialmente em suas casas e, mais tarde, com o surgimento de aparelhos portáteis, a qualquer parte onde esse aparelho fosse levado. Com o rádio, desenvolveu-se toda uma técnica de comunicação sonora em que o ouvinte era envolvido por uma série de recursos que o levam a viver virtualmente (recorrendo ao seu imaginário) uma situação proposta, como, por exemplo, nas peças de teatro ou novelas transmitidas radiofonicamente. Os efeitos utilizados para simular chuvas, trovoadas, incêndios e toda uma infinidade de ruídos tinham como finalidade reproduzir uma cena real.
Popularizou-se na década de 70 a televisão. A partir de então, não só a palavra em forma de som poderia viajar pelo espaço, também a imagem em simultâneo o podia fazer. É uma forma de comunicação em que a palavra passa a dividir espaço com a imagem. A informação, além de ser falada, pode ser lida, vista, interpretada pelo receptor. A visão, sentido tão privilegiado na nova cultura, passa a ser o centro de explorações. Para o telespectador, assistir ao noticiário na televisão possui outro significado, há uma relação visual com quem transmite a informação, não é mais uma voz anónima ou um texto de alguém que não se pode imaginar quem seja. É uma pessoa que fala e se mostra a quem a assiste. A relação sujeito-transmissor-receptor mudou. O telespectador estreitou sua relação com o apresentador.
Com a evolução dos meios de comunicação o aparecimento da internet no final do século XX, ocorre o agrupamento de todas as tecnologias anteriores. Surge uma tecnologia mais eficaz, que oferece todas as possibilidades já exploradas na imprensa, no rádio, na televisão, a possibilidade de interacção e a velocidade com que tudo ocorre são inovadoras. O utilizador não fica restrito ao papel de receptor passivo, há a possibilidade de escolha, há decisões que podem ser tomadas. O volume de informações emitidas é maior, bem como a rapidez com que chegam aos lares, criando situações que as tecnologias anteriores não possibilitavam.
Pode-se ler o jornal de qualquer parte do mundo, assistir a uma entrevista, participar em conferências, ouvir músicas das mais longínquas regiões do planeta, trocar correspondências, ler, discutir, conversar, tudo em um único aparelho, uma “máquina comunicacional” chamada computador. Máquina que está conectada a milhares de outras, formando uma complexa rede, um Mundo por explorar.
Não há dúvida que a tecnologia é um avanço, mas a tecnologia embora seja positiva, não é perfeita. Exige igualmente uma maior necessidade da educação para os media. A globalização das redes de informação e dos serviços de comunicação e informação, trazem consigo uma enorme facilidade de acesso à informação e à comunicação, mas também novos riscos, como constantemente assistimos nas notícias que nos chegam diariamente, desde a duvidosa credibilidade da abundante informação disponibilizada pelos medis e a facilidade com que são deturpadas as informações.
Vivemos num Mundo mediático, em que o que é chocante ou bizarro, vende mais que a informação pura, sem floreados ou apresentação de factos fictícios e ilícitos.
Em suma os media com o poder que as novas tecnologias lhes deram, são a arma do século XXI, poderosa e nefasta se utilizada por pessoas sem escrúpulos.
Hoje estamos habituados a ver os julgamentos mediáticos diariamente e passivamente nos nossos lares, são como tribunais com leis próprias, e com sentenças por vezes fatais a quem fica emaranhado nas novelas por eles criadas.

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